domingo, 14 de novembro de 2010

No meio rural

 Clique na imagem para ampliar
 Na fazenda Marieda, no Pinhão - abril de 2009.

Contigo

Estou contigo quando vou dormir
e passo horas te imaginando
Estou contigo quando amanheço
e preguiçosa te vejo, ainda que, por telepatia.

Estou com você e em você
Quando ouço sua risada
Estou em você quando guloso me beija
e me toca os cabelos fazendo cafuné

Estou junto a ti
Na hora do amor
Quando em perfeita sintonia
Nos completamos
e nos tornamos um.

Malu Pedarcini

O Retrato

Como tinha prometido na semana passada, volto a escrever aqui sobre a trilogia “O Tempo e o Vento” de Érico Veríssimo. O segundo livro é “O Retrato”, que foi lançado em 1951. A história se desenrola de 1909 até 1915 e conta a trajetória do doutor Rodrigo Cambará, homônimo e bisneto do famoso e abusado Capitão Rodrigo. Herdeiro das características boas e más do bisavô, o personagem despertará paixões e antagonismos. Marcado por contrastes, doutor Rodrigo Cambará, recém formado em Medicina, chega a Santa Fé cheio de sonhos e ideais. O tempo vai passando e as mudanças vão acontecendo e o parâmetro é um retrato de Rodrigo na parede, pintado por um artista, quando ele tinha 24 anos. Seu passado, presente e futuro fluem e a passagem do tempo é recheada com fatos que mudaram o Brasil e o mundo, como a campanha civilista para eleger Rui Barbosa como presidente do Brasil, a passagem do cometa Halley, a invenção do aeroplano e o começo da Primeira Grande Guerra.
Este volume é povoado por personagens reais que se entremeiam com os fictícios, traçando um verdadeiro painel da vida social e política do país, no começo do século vinte. Um dos livros preferidos de Érico. Certa vez ao lhe perguntarem sobre o livro que lhe dera mais prazer ao escrever teria dito: "A única coisa honesta que lhe posso dizer é que jamais escrevi um livro com tanto prazer como este segundo, o volume de O Tempo e o Vento."

Malu Pedarcini

sábado, 13 de novembro de 2010

Arriba!

Ada e eu em um barzinho em Isla Mujeres, no México - outubro de 1995.

Momento tia

Gi e eu - junho de 2008

Sinto falta

Sinto falta de você…
Sinto falta do cheiro que exala de teus poros,
Do seu sorriso aberto.
Sinto falta de teus carinhos;
Sinto falta de sua companhia…
Sinto falta do seu amor,
Dos nossos corações em uma só cadência.
Sinto falta de seus beijos…
Sinto falta do seu toque,
Das carícias que traduzem a paixão.
Sinto falta...muita falta
Continuo sentindo a sua falta…

Malu Pedarcini

Saudade

Muitos já tentaram defini-la, mas poucos foram tão felizes como Machado de Assis, que disse que “saudade é o passar e repassar de memórias antigas”.
Alguém já disse também que “Saudade é o amor que fica!”, com o que concordo plenamente.
Eu iria ainda mais além e diria que é isso e também aquela vontade de reviver os momentos que guardamos na memória. E só os bons momentos, porque ninguém sente saudade de coisas tristes ou fatos desagradáveis.
Também só sentimos saudade de quem gostamos, das coisas que nos trouxeram alegria, dos momentos felizes.
E é justamente porque foi bom que desperta na gente aquele resgate em forma de lembranças.
É estranho, mas às vezes sentimos saudade de alguma situação que gostaríamos de ter vivido, de alguma coisa que não tivemos.
Enfim, saudade é uma coisa universal. Embora a palavra só exista na língua portuguesa, o sentimento é inerente a todos os seres humanos. E como muito bem mostrou em versos uma das maiores escritoras do Brasil, Clarice Lispector:  “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."

Malu Pedarcini

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Em terras baianas

Clique na imagem para ampliar

Rio Itanhaém, em Alcobaça, na Bahia - setembro de 1992.

O lago cor de esmeralda

Clique na imagem para ampliar
Travessia do lago Todos os Santos, de água verde-esmeralda, no Chile. O lago se encontra rodeado de mata nativa, da exuberância do vulcão Osorno e do salto de Petrohué - setembro de 1989.

Vivendo e aprendendo

Eu já me lambuzei comendo manga no pé
Já caí brincando de cabra-cega e me ralei toda
Já andei na chuva e caminhei a noite na praia contando as estrelas
Já chorei de tristeza nas despedidas
E, já chorei muito de alegria nos reencontros
Já abracei muito meus amigos
Já disse muito "AMO VOCÊ" para os que quero bem
Já madruguei na praia para ver o nascer do sol
Já fiquei horas ao telefone quando me senti carente
Já ri falando "abobrinhas"
Já passei noites inteiras conversando
Já voei de ultra-leve e me senti um pássaro
Já decepcionei-me com pessoas que me pareciam perfeitas
Já surpreendi-me por quem eu não dava nada
Enfim, muitas das experiências que vivi
Refletem a minha personalidade
Muitas das experiências que tive
Me deixaram mais rica, mais preparada
E me mostraram que a vida é o bem mais precioso que temos.

Malu Pedarcini

Eu quero

Eu quero de ti
A pureza de seus sentimentos
O oásis do seu abraço
O contágio do seu sorriso

Eu quero desvendar seus segredos
Fazer parte das suas lembranças
Viver uma história contigo

Eu quero a alegria de beijos roubados
A paz  de corpos apaziguados  depois do amor
Ah, quer saber mesmo o que eu quero?
Eu quero ser o SEU AMOR

Malu Pedarcini

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mar de tulipas

Para maior definição clique na imagem
Jardins de Keukenhof, na Holanda - maio de 1994.

Confraternização

 Para maior definição clique na imagem
Teresa, Miriam, eu e Silene, no Hotel Vale Suíço, em Itapeva, Minas Gerais - dezembro de 1994.

Foi queimada por desafiar convenções

Em maio fez 579 anos que uma quase adolescente, analfabeta, pastora e pobre foi queimada em uma fogueira em Rouen, na França. A acusação: bruxaria.
Joana D’Arc nasceu no pequeno vilarejo de Domrémy-la-Pucelle, de apenas 167 habitantes, que tive o prazer de conhecer em 1996, em uma das minhas viagens à França. Desde cedo sofreu violências e dizia que tinha visões do santos Miguel, Catarina e Margarida que a aconselhavam a lutar na guerra. Era uma mulher decidida e foi lutar defendendo a França contra a Inglaterra na Guerra dos Cem Anos. Ganhou a simpatia do rei Carlos VII e a inveja de soldados franceses que a capturaram e a entregaram ao exército inglês. Em 30 de maio de 1431 a queimaram viva, tudo porque ousou ser mais forte que os seus colegas homens.

Malu Pedarcini

Êxtase

Venha,
Sirva-se dos meus beijos
Sinta o meu gosto e deixe-me sentir o seu
Embriague-se até perder os sentidos
E juntos,
Em êxtase,
Deixemos os sentimentos aflorarem e nos conduzirem ao céu.

Malu Pedarcini

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Terra de príncipes

Em Vaduz, capital do Principado de Lienchstein - setembro de 1991.

Momento relax

No condomínio em Massaguaçu, em Caraguatatuba - janeiro de 2008.

O Continente

A trilogia “O Tempo e o Vento”, é a obra máxima do escritor Érico Veríssimo (1905 – 1975). Os três volumes contam 150 anos de história. A primeira parte consiste no livro “O Continente”, sobre o qual tecerei meus comentários hoje. Oportunamente, comentarei sobre os outros dois (O Arquipélago e O Retrato) que fecham a obra.
O livro “O Continente” foi escrito em 1949 e conta a saga das famílias Terra - Cambará. Tudo começa no povoado de São Miguel das Missões, com o índio Pedro Missionero, que após a morte de seu protetor parte em busca de novas paragens. Nestas andanças ele se fere e é socorrido por Ana Terra, uma das personagens mais fortes da história, que se apaixona e engravida do índio Pedro. O pai e irmãos não aceitam e o matam e ela passa a viver reclusa até que bandoleiros invadem a casa de seus pais e quase exterminam toda a família. A partir daí, Ana, com o filho e alguns parentes que sobreviveram à chacina vai ajudar a fundar a cidade de Santa Fé, que é palco de todo o desenrolar da história. Um épico que misturando personagens reais e fictícios resgata a saga dos primeiros habitantes do Rio Grande do Sul. Personagens inesquecíveis como a pioneira Ana Terra, o tempestuoso e abusado capitão Rodrigo Cambará, o anti-heroi por quem Bibiana, neta de Ana Terra, se apaixona provocando os ciúmes de Bento Amaral, filho do dono da cidade, o poderoso coronel Amaral. Um livro que fará o leitor mergulhar em um tempo em que a vida e a morte são apenas detalhes. Onde a luta entre duas forças: a do tempo e a do vento revela que o tempo é a passagem, que ele constroi e destroi e o vento é a permanência, a memória.
Um obra imperdível, de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.

Malu Pedarcini

Entrega

Estou aqui
Leve-me para onde quiser
Devore-me onde desejar
No céu
Na lua
No infinito
Numa canção
Ou no reflexo de um olhar
Tenha-me
Sacie teu desejo de homem
Como quiser
Até se fartar
Faça-me sorrir
Nunca chorar
Extasie-me
Me deixe pronta
Para que eu te ame
Com paixão
Com sofreguidão
Agarre-me
Mas agarre-me com jeito
Com delicadeza
Sou frágil
Sensível
Sou mulher
Sou tua...

Malu Pedarcini


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Biarritz

Biarritz, na França - agosto de 1996.

Em Angra

Em uma das ilhas de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro - abril de 1993.

Existe um ponto de equilíbrio?

Fazendo a minha ronda diária pelas revistas e jornais deparei-me com o texto de Ivan Martins. Comecei a ler e à medida que lia, mais concordava com sua linha de pensamento. Embora, ele diga que existam exceções, com o que também concordo, o raciocínio de que as mulheres sofrem mais pressão, seja pela ditadura da beleza, da juventude, bem como na educação dos filhos, na responsabilidade de cuidar da família e trabalhar, é bem verdadeira. Este é o peso da herança que carregamos ao nos igualarmos aos homens. Quando ele diz que "E a felicidade, agora se sabe, não é sinônimo de liberdade e igualdade", chego a conclusão de que o que falta mesmo é amor, lealdade e companheirismo em um mundo em que a aparência vale mais que a essência.

Malu Pedarcini

Tempo de ti

O brilho do teu olhar
Estende-se lânguido à sombra de mim

Caminho nos caminhos de ti
Inteira, despida, rendida

Despertar no teu corpo másculo
Ansiando esperas
Tempo de fruta madura, tempo de ti
Violino, tango, sinfonia

O instante do amor eterniza -se
E o tempo congela a cena
Dois seres, amantes
E tudo faz sentido.

Malu Pedarcini

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Trio

Eu, Ada e Ricardo, em um sábado lá pelos idos de junho de 1986.

Fazendo trabalho

Lilian, eu e Fernando - VIII semestre de Jornalismo na UMESP - 1984.

Renato Russo: um mito

“Eu rabisco o sol que a chuva apagou”.  Alguém que escreve um verso desses é ou não uma pessoa especial?  Renato Manfredini Júnior era um ser especialíssimo. O nome Renato Russo foi uma homenagem a três grandes personalidades da história da arte: o iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau, o filósofo inglês Bertrand Russel e o pintor francês Henri Rousseau. Renato era carioca, mas morou nos Estados Unidos quando criança e depois se radicou na capital federal.
Na adolescência é acometido por uma doença de nome esquisito, a Epifiólise, que lhe impede o movimento das pernas. A doença dura dois anos e neste período ele aproveita para ler e estudar muito.
Deu aulas de inglês, mas gostava mesmo era de música. Em 1978 criou a banda “Aborto Elétrico” que durou quatro anos. Ainda neste ano, ele conhece Dado Vila-Lobos e Marcelo Bonfá, com quem viria a formar a banda Legião Urbana em 1982.
Começava aí uma carreira de sucesso, com letras de músicas que levavam à loucura uma multidão de fãs.
Em 1994 se lançou na carreira solo com um disco todo gravado em inglês. Os royalties desse disco foram doados para a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, campanha do sociólogo Betinho.
Paralelamente se apresentava com a Legião Urbana em grandes shows. O último foi em Santos em 14 de janeiro de 1995.
No dia 11 de outubro, às 1h15, Renato Russo morreu em seu apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, vítima de broncopneumonia, septicemia e infecção urinária, decorrentes da AIDS, depois de seis anos como portador do vírus HIV.  A Legião Urbana acabaria oficialmente uma semana depois, deixando órfãos milhões de fãs.
Mais de uma década após sua morte ele continua despertando o amor dos fãs e não faltam homenagens: discos, livros, clones, shows. Renato morreu, mas o mito ficou para sempre.

Malu Pedarcini

Desesperança

Escuro
Muro
Cadeia
Algema
Gemido.

Raios
Fumaça
Destroços
Feridos.

Gritos
Desespero
Morte
Destruição.

Bombas
Nagasaqui
Hiroshima
Fim.

Malu Pedarcini

domingo, 7 de novembro de 2010

Quinteto da pesada

Quinteto parada dura (eu, Rose, Miriam, Silene e Teresa) - em uma pracinha em Águas de Lindóia - SP - dezembro de 2000.

Que saudade desse abraço

Com Paulo César, desses amigos-irmãos que chegam na vida da gente para nunca mais sair -  junho de 1994

Matéria GM


 Clique na imagem para ampliar
Matéria para o jornal Gazeta Maringaense - junho de 2009.

Arthur Moreira Lima - um ás do piano

 Fotos: André Leandro Veneruci
Ontem à noite fui assistir com amigos a uma apresentação do pianista Arthur Moreira Lima. Arthur é um virtuose do piano. Começou muito cedo e já aos nove anos se apresentava com a Orquestra Sinfônica Brasileira.
Estudou no Brasil, Moscou e em Paris e tem projeção internacional, tocando em várias orquestras pelo mundo e ganhando muitos prêmios.
Mas, o mais importante segundo ele, foi ter criado o Projeto Piano na Estrada, em que leva a música para os lugares mais distantes, em cima de uma carreta.
Ontem ele esteve em Maringá e como sempre encantou a platéia. Tocando peças que vão do erudito (Chopin, Mozart,  Beethoven, Tchaikovsky, Villa-Lobos) ao popular como Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Astor Piazzolla e muitos outros, ele durante uma hora, mostrou que é um ás na arte de tocar piano.
Esta foi a segunda apresentação que assisto dele e com certeza irei a outras se tiver oportunidade.
Ontem, no Parque das Grevíleas, tinha muita gente, mas o comparecimento poderia ter sido maior se houvesse mais divulgação.
Isso prova que as pessoas gostam de boa música, somente não vão por falta de oportunidade. Essa é uma iniciativa que deveria ser mais frequente, pois como já disse Joãozinho Trinta, “Povo gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual”. Mudando um pouquinho o conceito eu acrescentaria: povo gosta do que é bom e sempre vai comparecer quando tiver espetáculos de qualidade como o deste sábado.

Malu Pedarcini

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Feliz

Dezembro de 1992.

Na terra de Iracema

No hotel Praia Centro, em Fortaleza - outubro de 1993.

Como uma tatuagem

Como uma tatuagem quero aderir na sua alma, 
no seu coração
Sentir o aconchego do seu abraço a me apertar contra ti
Moldar o meu corpo ao seu
Me perder em você
Sem medo, sem pressa
Enroscada, preguiçosa
E ver refletido em seus olhos
Todo o AMOR que trago em mim.

Malu Pedarcini

Exercitando a autoestima

Pensar mais em quem queremos do que em nós mesmos. Insistirmos em um relacionamento com alguém a ponto de perdermos o amor próprio. Ficarmos completamente "sem noção" como dizem os mais jovens. O desejo desesperado de sermos amados, a mendicância de carinho a ponto de nos tornarmos inconvenientes. Manter relações afetivas destrutivas ou nos relacionarmos com qualquer pessoa, só para nos sentirmos amados, ou com a ilusão de que somos.
O que leva tantas pessoas a fazerem tudo isso? Baixa autoestima? Solidão? Ou nada disso?
A meu ver tudo isso. As mulheres são frequentemente as mais propensas a se meterem em encrencas, se “apaixonarem” perdidamente, fazendo loucuras para viver um grande amor. E de repente descobrem que aquele amor que julgavam a oitava maravilha do mundo, não é nada disso e se frustram e aí caem naquele conceito perigoso de julgar todos os homens da mesma forma, atribuindo a eles toda espécie de impropérios e defeitos.
Nada contra as mulheres, pois faço parte desta classe tão incompreendida, mas creio que é hora delas se valorizarem, acreditarem mais em si mesmas, independentemente de terem ao seu lado um homem.  Só conquistando o amor-próprio e elevando a autoestima seremos respeitadas e teremos o respeito dos nossos parceiros.

Malu Pedarcini

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Gosto de sal

Na praia do Capricórnio, em Caraguatatuba - novembro de 1997.

Um dia de dezembro

Em uma tarde de dezembro de 1992.

Jornal de Bairros

Matéria para o "Jornal de Bairros" - abril de 2009.

Lolita

Quando em 1955 o escritor russo Vladimir Nabokov escreveu sua obra "Lolita" talvez ele não esperasse a repercussão que o romance teria. O livro foi considerado pornográfico por várias editoras que recusaram a publicação. Polêmico e ousado conta a história de Hubert, um professor já meio "coroa", que tem obsessão por Lolita, garota de 12 anos, filha de sua senhoria. A menina ingênua, mas altamente sensual perturba o experiente Hubert, que casa-se com a mãe dela para ficar mais próximo. Lolita é bastante madura para sua idade e quando a sua mãe morre, o padrasto assume o lugar de pai, porém na realidade Lolita se comporta como sua amante. Desafiando tabus e mostrando ousadias incompatíveis com a época, "Lolita" desafia convenções e o nome virou sinônimo de garota precoce, assumido como substantivo corrente quando alguém quer se referir a uma adolescente sensual e sexy. Vale à pena ler!

Malu Pedarcini

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tudo azul

Nos jardins do Hotel Porto Paros, na ilha de Paros, na Grécia - setembro de 1998.

Verdes mares

Na praia do Cumbuco, no Ceará - setembro de 1987.

Quem é esse Homem?

Quem é esse Homem
que me vê com um olhar de ternura,
e que guarda no coração
os desejos e sonhos de uma vida inteira?
Quem é esse Homem
que me arrebata a imaginação,
e transforma em primavera
todas as estações do ano?
Quem é esse Homem
que faz as palavras vivas 
e eterniza na poesia os mais lindos sentimentos?
Quem é ELE?
Um menino? 
Um mago?
 Um sonho?
Um poeta do Amor?
Ou simplesmente...um HOMEM

Malu Pedarcini

Betinho: heroi brasileiro

Ele foi muito mais do que o irmão do Henfil, cantado em versos de dois grandes da música, Aldir Blanc e João Bosco em “O bêbado e a equilibrista”.
Se ele estivesse vivo completaria 75 anos hoje, mas ele se foi há 13 anos deixando para todos nós exemplos de vida e solidariedade.
O sociólogo Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, foi um grande ativista dos direitos humanos e o criador do projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.
De uma família numerosa, ele era o quarto filho de oito irmãos, entre eles o cartunista Henfil e o músico Chico Mário. Cresceu com o fantasma da doença que o acompanhou por toda a vida. Hemofílico como os irmãos, essa doença que impede a coagulação, foi a responsável por ele adquirir a AIDS, por meio de uma transfusão de sangue.
Na juventude morou oito anos em uma penitenciária, onde seu pai trabalhava. Seus primeiros passos na militância política foi na Juventude Católica, em Belo Horizonte. Cursou Sociologia na Universidade de Minas Gerais e trabalhou no Ministério da Educação e Cultura e na Superintendência de Reforma Agrária.
Em 1964, com o golpe militar, entrou na luta contra a ditadura, mas teve que sair do país, indo morar no Uruguai. Resolveu voltar e arranjou trabalho como operário no bairro de Mauá, na Grande São Paulo.
Mas, em 1971, o cerco apertou e ele partiu para o Chile, onde deu aulas na Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais e assessorou o presidente Salvador Allende, deposto em 1973 pelo general Augusto Pinochet.
Contudo, a ditadura chegou também ao Chile de forma feroz e mais uma vez ele partiu, agora em direção ao Canadá e depois para o México. Somente em 1979 ele voltou ao Brasil e tornou-se um dos símbolos da luta contra a ditadura. Fundou o IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e começou a advogar em favor das organizações não-governamentais. Entrou com tudo na campanha nacional pela reforma agrária e participou de movimentos como o Terra e Democracia, que em 1990, reuniu no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, milhares de pessoas para lutar pela democratização da terra.
Em 1985, teve confirmado o diagnóstico de AIDS, doença contraída em uma de suas inúmeras transfusões de sangue no tratamento da hemofilia.
Ainda assim não esmoreceu. Fundou em 1986 a ABIA, uma associação para lutar pelos direitos das pessoas portadoras do HIV ou dos doentes com AIDS e foi o diretor da entidade por onze anos.
Ele foi também o precursor pedindo a moralização da política e em 1992, liderou o movimento pela Ética na Política, que culminou com o impeachment do então presidente Fernando Collor.
Foi com esse movimento que surgiram os alicerces de outro movimento. A Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, em que Betinho mostrou para todos os brasileiros um Brasil real, em que o problema da fome e da miséria tornou-se visível e concreto.
Mas este homem admirável foi vencido pela doença em 1997 e morreu aos 61 anos de idade. Minto! Betinho apenas entregou o seu corpo, mas suas ideias e seu trabalho continuam até hoje.
Foi ele que plantou a sementinha lá atrás e a plantinha só tem crescido desde então. E como ele mesmo disse um dia “Quem fica na memória de alguém não morre”, Betinho continua vivo na memória de todos nós.

Malu Pedarcini

domingo, 31 de outubro de 2010

Na terra da amizade

Em Isla Mujeres, no México - outubro de 1995.

Litoral Norte de São Paulo

Eu e Santiago na praia do Lamberto, em Ubatuba - fevereiro de 2010.

E o Lula ganhou as eleições - Dilma Lá

 Foto: Malu Pedarcini
Enfim, apesar de alguns fatos lamentáveis e baixarias, que depuseram contra a democracia, finalmente a “briga” chegou ao fim. Temos a primeira presidente mulher da História do Brasil. O presidente Lula ganhou as eleições e se você tinha dúvidas quanto a isso, basta ver a trajetória de Dilma, que entrou na disputa em que José Serra tinha alto índice de favoritismo e mesmo assim, depois de alguns percalços, como um câncer, alguns escândalos ainda não esclarecidos e uma série de terrorismos sobre seus pontos de vistas sobre assuntos polêmicos, como o aborto e sua descriminalização, ela alcançou a vitória nas urnas.
Mais uma vez, o retirante nordestino, lá do sertão pernambucano, provou que é o cara e quem torce o nariz por achar que um semianalfabeto chegou a este patamar, vai ter que engoli-lo por mais quatro anos. Ou alguém acha que Dilma não vai se aconselhar com o seu guru para governar?
O Brasil está mesmo mudando, pois caiu mais um paradigma. Depois de um operário, uma mulher terá a responsabilidade de governar um dos maiores países do mundo e caberá a ela continuar a política social e diplomática de Lula, que colocou o nosso País no cenário mundial.

Malu Pedarcini

sábado, 30 de outubro de 2010

No Grande Canal

Travessia do Grande Canal em Veneza - setembro de 1991.

Juventude

Lá pelos idos dos anos 80.

Utopia

Eu queria poder
possuir o tempo,
para decidir a duração das coisas
e aprisionar para sempre
os momentos felizes.

Guardaria apenas o sorriso
nos lábios das crianças
crianças eternas e puras
não corrompidas pela vida
e, saciadas da fome e da sede.

Não haveria guerras e mortes
nem correntes e ferrolhos
para que nunca mais houvesse
opressores e oprimidos.

Malu Pedarcini